“Era uma vez uma formiguinha que numa linda manhã de Inverno, enquanto passeava pelos Alpes Suíços, sentiu a terra tremer e lá do alto da montanha viu descer uma tremenda avalancha a alta velocidade…”
É apenas uma fábula, dirão alguns… mas é bem mais do que isso. É um pretexto de partilha, um motivo de convívio, uma força que alimenta experiências, uma razão para trocamos palavras, acordes e sorrisos. É assim que o milagre da multiplicação se desfaz e que de um conjunto de indivíduos se faz uma só identidade que, como diz o poeta, ouve e canta a mesma canção.
Assim se faz uma Tuna, ou pelo menos, na minha humilde opinião, assim se deveria fazer…
Haja alegria, haja muita e boa música.
Nesta nossa alegre casinha, das partes se faz o todo e quanto mais genuína for a entrega das partes, mais robusto e resistente será o todo.
Neste início de época, paira no ar um ambiente de entusiasmo e de grandes expectativas, para o qual trabalhamos afincadamente e que está a dar frutos frescos, suculentos e viçosos, que deixam mais colorido e perfumado o pomar de projectos que plantamos no nosso quintal.
A música já toca no salão e a malta, de capa ao ombro, engalanou-se para o baile. Soam os primeiros acordes e com voz bem colocada dá-se as boas vindas a quem chega de novo.
Com a convicção que nos une, partimos rumo a novos desafios. Talvez a fábula da formiguinha tenha um final feliz, ou talvez o final não seja assim tão importante e o que conte realmente sejam as páginas que vamos escrevendo!
Haja alegria, haja muita e boa música.
A Magistra Tunae
Telma Maia